O Aeroporto de Munique abriu no local atual em 1992 e tornou-se o segundo maior hub da Alemanha, servindo perto de 48 milhões de passageiros antes da pandemia. O Terminal 2 e o respetivo satélite central são geridos em conjunto pela Lufthansa e pela sociedade aeroportuária, enquanto o Terminal 1 acolhe as low-cost e as companhias fora de alianças, com o coberto Munich Airport Center entre ambos. O clima alpino faz do descongelamento no inverno e das esperas por trovoadas no verão uma rotina da operação.
Como aeroporto da UE, Munique coloca todas as partidas sob o CE 261/2004, qualquer que seja a companhia operadora. Atrasos de três horas ou mais, cancelamentos com menos de 14 dias de aviso e recusas de embarque dão direito a 250€, 400€ ou 600€ em função da distância: Munique–Palma ou Munique–Lisboa ficam no patamar dos 400€, enquanto Los Angeles e Singapura chegam aos 600€. A companhia é também obrigada a fornecer refeições e, se a noite fora se tornar inevitável, alojamento — haja ou não direito a indemnização.
A neve e as trovoadas são verdadeiras circunstâncias extraordinárias, mas a isenção só cobre os atrasos por elas efetivamente causados: se o tempo melhorou horas antes e o voo saiu tarde porque a tripulação esgotou as horas de serviço, o pedido mantém-se válido. Peça no centro de atendimento do Munich Airport Center que a causa indicada fique registada no seu processo. Na Alemanha, as queixas sobre direitos dos passageiros seguem para o Luftfahrt-Bundesamt, embora reclamar diretamente à companhia seja normalmente mais rápido.

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